Não raro, é comum a proximidade entre alunos e professores, não é mesmo? Tem sempre um professor ou professora que é mais engraçado (a), carinhoso (a), fazendo a galera se sentir mais à vontade para brincar, contar sobre o fim de semana e até segredos “cabeludos”, não é mesmo? Mas, e no trabalho, será que é possível ter um relacionamento assim com o chefe?
Como na escola, é comum existir na empresa um funcionário mais “expansivo”, que gosta de realizar brincadeiras com todos os colegas e até com o chefe, criando laços mais estreitos. Além disso, dependendo da situação, pessoas em cargo de chefia também podem apresentar predileção por um funcionário, aproximando-se mais dele.
Nas situações descritas acima, a atenção torna-se fundamental, sabia? Isso porque, segundo a consultora da Thomas Case, Márcia Vazquez, as pessoas podem confundir sintonia com intimidade, o que, para ela, são duas coisas completamente diferentes.
Qual o problema da intimidade?
Ainda na opinião da especialista, o problema da intimidade é que ela deixa a pessoa com a falsa sensação de que pode tudo, além de poder gerar desconforto entre colegas de trabalho.
“A intimidade pode gerar, ao longo do tempo, a perda dos limites. Estamos na empresa para cumprir um plano, ou seja, um objetivo que deve ser atingido. A sintonia entre os dois [chefe e funcionário] é entender o que cada um pensa e como se deve agir em determinadas situações no âmbito do trabalho”, afirma.
Portanto, é sempre bom lembrar: diante de qualquer cenário, o chefe sempre continuará sendo chefe!
Por outro lado, explica Márcia, se cada funcionário entrar em sintonia com o superior, os resultados, o desenvolvimento e a interatividade entre eles serão melhores.
E se o chefe quiser ser seu amigo?
No caso de um dia você ter um chefe que queira ser seu “amigão”, o melhor a fazer, na opinião da consultora, é se afastar de forma delicada.
“Quando o chefe ultrapassa a linha, o funcionário deve brecar esse avanço. Deixar bem claro que está lá como profissional que será avaliado e que cumprirá seus objetivos. Reforce essa postura, corte as brincadeiras aos poucos, sempre de maneira educada”.