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Se liga nessa

03.03.2010

Estudar é preciso!

Ainda falta algum tempo para você pensar em vestibular, não é? Mas, depois que você ouviu falar dos cursos superiores de curta duração, ficou bem intrigado... Afinal, o que é melhor: um curso mais rápido ou o convencional?

Não deixe a decisão para depois, porque isso pode prejudicá-lo na hora de fazer a prova. Vá pensando em alternativas que se encaixem ao seu perfil. E, antes de optar por um curso de curta duração, saiba como eles funcionam!

Ao invés de você ficar quatro ou cinco anos na faculdade, como nos cursos convencionais, você vai estudar durante dois ou três anos, dependendo do curso superior de curta duração e instituição que escolher.

A diferença é só o tempo?

Mas não é só isso! Cuidado na hora de decidir por um curso de curta duração: o fato durar menos tempo muda tudo, já que a grade curricular necessariamente é mais enxuta.

Mas, o tempo não é a única diferença. Os cursos de curta duração preparam profissionais diferentes daqueles formados em uma graduação convencional. Isso porque eles aparecem de acordo com a demanda do mercado. Por exemplo, se o mercado de trabalho está precisando de mais profissionais de Segurança do Trabalho, aumentam os cursos focados nessa área.

Foi assim que esse tipo de curso entrou na grade do sistema de educação do País. Começaram a surgir na década de 1970, crescendo bastante desde então.

Normalmente, esse tipo de curso dá ênfase a uma área de determinada profissão. Por exemplo: quando você decide fazer Engenharia, terá de passar ao menos um ano estudando matérias gerais, para depois escolher por Engenharia Civil ou qualquer outra especialidade, não é? Nesse caso, não importa a área que escolher, você será um engenheiro, um bacharel em Engenharia.

No caso do curta, há vários cursos que são da área de Engenharia Civil. Por exemplo, Hidráulica, Edificações... Se você fizer um desses cursos, não será um engenheiro, mas será um tecnólogo – um profissional especializado na área que escolheu - e não um bacharel. No curso, você não vai ter todas as matérias que um estudante de Engenharia estudaria, apenas vai ter aquilo que realmente será necessário para sua formação.

Ou seja, você focará sua carreira em um determinado campo de uma determinada profissão. Existem áreas que não permitem a criação de cursos de curta duração, como o Direito, por exemplo. Isso porque todos os conhecimentos vistos na faculdade serão essenciais para o futuro advogado, independente da área que ele escolher.

Então, como decidir?

Para chegar a uma conclusão, o importante é estar decidido, conhecer o mercado de trabalho no qual vai atuar e ter coragem para mudar, caso perceba que não acertou na opção.

Então, a dica principal é conversar com profissionais que atuam na área que você quer seguir, visitar as instituições que oferecem esses cursos e conversar com professores e alunos. Além disso, vale entrar no site do MEC (Ministério da Educação) e consultar se o curso que você quer está liberado. Boa sorte!